O Hotel Catharina Paraguaçu, ocupa uma antiga casa do século XIX conhecida como Palacete dos Gonzaga. Com projeto da Arquiteta e Paisagista Arilda Cardoso Sousa, a reforma e restauração do imóvel, teve início em 1990 e foi concluída em 1993 quando foi inaugurado o Hotel.O nome Catharina Paraguaçu tem origem na história da colonização da Bahia no século XVI. Por volta de 1510, o fidalgo Português Diogo Álvares ”Caramuru”, naufrago de uma embarcação Francesa que afundou nos recifes da praia do Rio Vermelho, foi encontrado pelos índios Tupinambás, nu e coberto com algas. Diogo tinha a aparência de um caramuru, peixe semelhante à moreia que se escondia nos recifes.

Durante anos, Caramuru viveu com os Tupinambás, cujo cacique Taparica lhe ofereceu uma das filhas como esposa, a bela índia Paraguaçu. Uma mulher de personalidade forte, que logo se tornou uma respeitada líder do seu povo.

Em 1526, Caramurú decide ir à França e Paraguaçu o acompanha. Na cidade de Saint Malo, ela é batizada com o nome de Catharina do Brasil. Em seguida, casa-se em cerimônia católica com Diogo Alvares, passando a ser chamada Catharina Alvares Paraguaçu. Ao retornar ao Brasil, sua devoção à Mãe de Jesus a levou à construção da capela de Nossa Senhora da Graça.

Conhecedor dos costumes nativos, Caramuru intermediava os negócios e facilitava os contatos entre navegantes, comerciantes europeus e nativos. Catharina como uma grande líder, incentiva a miscigenação entre indígenas e europeus como única forma de preservação do seu povo. Ela sabiamente prepara e educa seus filhos e netos para ocuparem postos na nova hierarquia social, religiosa e administrativa da Bahia, dando origem a algumas das mais importantes famílias da aristocracia do reconcavo Baiano.

Paraguaçu morre em 1583, tornando-se a mais lendária e admirada personagem feminina do primeiro século da história do Brasil, sendo considerada a mãe biológica de boa parte da nação Brasileira.